Neste mês de junho, o Brasil inteiro realiza festas em devoção aos santos mais populares da Igreja Católica no país: Santo Antônio, São Pedro e São João. Por isso, o Portal A12 selecionou algumas curiosidades e fatos sobre o surgimento destas datas.
As festas juninas coincidem com as comemorações em que a Igreja celebra o mês do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo.
O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão.
Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, há alguns séculos, nesses festejos acabou-se homenageando também São João.
É por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros países a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.
Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil.
As festas de Santo Antônio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas.
O curioso é que, antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período.
Homenagens
Santo Antonio, considerado o ‘Santo Casamenteiro’, é o primeiro homenageado do mês com suas trezenas (13 noites de reza, de 1º a 13 de junho).
Segundo uma antiga lenda, o santo português, que teria nascido em 1195 e morrido em 13 de junho de 123, ajuda mulheres e homens que estão “condenados” a ficar solteiros a realizar os tão sonhados casamentos.
A tradição de rezar para Antonio é passada de pai para filho ou de mãe para filha.
Os devotos que perdem a paciência acrescentam algumas simpatias ao hábito de rezar por 13 noites.
A principal delas é colocar a imagem de Santo Antonio de ponta-cabeça, mergulhada em um recipiente com água, até o dia do casamento.
O segundo e principal santo católico reverenciado pelos nordestinos é São João, cuja data, 24 de junho, é feriado regional.
Além das celebrações católicas, a data é comemorada a partir da noite do dia 23 com muitas festas animadas, com fogueira, fogos de artifício e forró e regadas a bebidas e comidas típicas, como bolos, doces, licores, milho (cozido e assado na fogueira), canjica e quentão.
Não menos popular que São João e Santo Antonio, São Pedro é o último a receber as homenagens durante o mês de junho.
Homenageado no dia 29, o principal apóstolo de Jesus Cristo é fiel depositário de todas as esperanças de chuva dos nordestinos.
Segundo a tradição, é obrigação dos viúvos e das viúvas acender uma fogueira na porta de casa durante a noite do dia 29.
O dia de São Pedro também representa o fim do principal período festivo dos municípios do interior do Nordeste.
