50 anos depois da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II diversas são as reflexões acerca de sua importância para a Igreja Católica.
Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, disse em artigo na página da diocese, sobre a insistência da lembrança do evento que aconteceu entre os anos de 1962 e 1965, durante o ano de 2012.
Dom Demétrio lembrou que o dia 11 de outubro desse ano, memória da data de abertura do evento, foi evidenciado pela Igreja em todo o mundo, não só para fazer o resgate histórico, mas principalmente, para vislumbrar novos posicionamentos.
“Esta data o dia 11 de outubro. Em princípio, ela merecia o devido destaque, por lembrar os 50 anos da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Mas o que chamou a atenção foi a forte insistência da Igreja, em apontar para aquele dia, fazendo dele não só uma recordação histórica, mas o ponto de referência para balizar o seu posicionamento diante dos novos desafios que ela tem para a frente”.
A expectativa em torno da data, para o bispo, foi um convite para que toda a Igreja valorizasse os feitos do Concílio de 62.
“A insistência em vincular a agenda de agora com uma data do passado, parece mostrar com evidência a grande validade deste Concílio, mesmo que já tenham passado 50 anos de sua abertura em 1962”.
A afirmação de sua validade, não é o mesmo que “apostar na implementação dos seus objetivos”, o que segundo o bispo, “depende de como nos posicionamos agora, sobretudo, diante das propostas de renovação eclesial, formuladas pelo Concílio, mas deixadas em aberto, para serem implementadas depois, gradualmente, num amplo processo que agora pode estar perdendo força”.
A celebração car insurance quotes do cinquentenário do Concílio de 62 revelou sua grandeza, mas também sua fragilidade na difícil tarefa de levar adiante suas propostas, disse o bispo.
Ao final de 2012, o bispo destacou que a tarefa foi “bem cumprida” ao criar “um amplo consenso sobre a importância do Vaticano II”, ao mesmo tempo, que deixou questionamentos.
“O processo eclesial em andamento, ele favorece a aplicação do Concílio, ou conspira contra as suas intenções fundamentais?”. “Em outras palavras, estamos avançando, ou retrocedendo, na
aplicação do Vaticano II?”.
Se há um retrocesso em algumas iniciativas da Igreja, para o bispo, mesmo a “marcha a ré” tem sua função.
“Para uma viagem tranquila, é importante que todas as marchas possam ser bem engrenadas. Também a marcha a ré, cuja utilização às vezes se torna imprescindível para garantir que o veículo siga em frente. O problemático seria engatar esta marcha para voltar atrás e desistir do rumo traçado”.
