Neste domingo (11) na Praça de São Pedro os fiéis esperaram diante de uma forte chuva, a presença do Sumo Pontífice, o papa Bento XVI, para a oração mariana do Angelus.
Bento XVI destacou em sua reflexão a liturgia dominical que evidenciava a forte unidade entre fé e caridade e entre o amor a Deus e ao próximo.
Nas narrações bíblicas a figura de
duas viúvas muito pobres que tiveram atitudes de confiança na palavra de Deus e gratuidade.
Da segunda viúva, do Evangelho de São Marcos, o evangelista destaca sua total e plena confiança nos desígnios divinos doando “tudo o que tinha para viver” em sua oferta no templo.
Dessas duas mulheres, o papa frisou sua fidelidade ao Senhor.
“Esta aparece como uma atitude interior de quem fundamenta a própria vida em Deus, na sua Palavra, e confia totalmente Nele”, disse o papa.
Movidas pela fé, o exemplo das duas viúvas traz a relação inseparável entre fé e caridade, e que uma ação caritativa tem seu fundamento na fé. Nisso, o gesto das duas mulheres reafirma essa relação.
“Nenhum gesto de bondade é privo de sentido perante Deus, nenhuma misericórdia permanece sem frutos”, finalizou o Pontífice.
Bento XVI concluiu sua reflexão, lembrando o exemplo da Mãe de Jesus, que ofereceu toda a sua vida com o seu ‘sim’ a Deus.
“Maria ajude também a cada um de nós, neste Ano da Fé, a reforçar a fé, em Deus e na sua Palavra”.
Depois da oração, o papa recordou a beatificação de Maria Luísa Prosperi, uma monja beneditina que viveu no século dezenove, que ocorreu no sábado. Lembrou também o trabalho social e caritativo realizado pela Associação ‘Ajuda à Igreja que Sofre’, em especial, aos cristãos do Egito com a ‘Jornada de Solidariedade’.
